A noite.
É noite. O ambiente está calmo. Não há muito ruído, excepto o quase nulo dos carros que lá foram passam. Há também o computador a funcionar, o que faz parte de uma rotina nocturna.
É possível sentir-se um pouco de uma noite verónica. O calor nos pés, nas orelhas. Tudo, tudo o que se passa dá já a sensação de Verão, de serões longos, por vezes negativamente, por outras positivamente.
Os pensamentos menos sóbrios surgem à noite, quando estamos já com o cansaço do dia, tenha sido ele calmo ou extremamente movimentado. A claridão do monitor pelo quarto espalha-se, tal como o som pelo meu cérebro: penetra-me os ouvidos e viaja lá dentro, como um automóvel por uma cidade. Ele já sabe que caminhos percorrer, onde deve vai entrar perfeitamente. Ele assume o controlo. É o rei.
A noite, a noite…
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